Convento do Carmo

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O Convento do Carmo, no Centro do Rio de Janeiro (RJ), passou por um processo de restauro após quatro anos de obras que recuperaram características arquitetônicas históricas do edifício. Situado na Praça XV, o imóvel é um dos prédios mais antigos do Rio e foi construído pelos frades carmelitas em 1620.

A intervenção teve investimento de R$ 30 milhões, realizado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ), e foi acompanhada de perto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O edifício é tombado desde 1964, com inscrição no Livro do Tombo Histórico do Instituto.

Contexto e valor histórico

O Convento do Carmo é uma edificação em estilo colonial que passou por transformações ao longo dos séculos, incluindo:

  • construção de um terceiro andar
  • retirada de uma ponte que conectava ao Paço Imperial, situado à frente

O imóvel também foi residência de D. Maria I, rainha de Portugal, após a mudança da corte portuguesa para o Brasil em 1808.

Investimento e governança do projeto

  • Investimento: R$ 30 milhões (PGE-RJ)
  • Fiscalização e acompanhamento: Iphan
  • Situação patrimonial: tombado desde 1964 (Livro do Tombo Histórico)

Escopo do restauro

O escopo da obra contemplou:

  • restauro de esquadrias
  • restauro de pisos
  • restauro de forros
  • restauro de pinturas
  • novas soluções de acessibilidade
  • melhorias nas instalações prediais
  • intervenções para conforto ambiental e acústico

O resultado é descrito como um projeto contemporâneo que preserva as características históricas do prédio.

Principais entregas por área do edifício

Térreo

  • resgate da originalidade dos arcos que emolduram dois grandes ambientes
  • nesses espaços serão instalados o bistrô e o salão de exposições

Primeiro andar

  • nos aposentos que serviram a D. Maria I, o piso foi completamente restaurado com tábuas de pinho de riga trazidas em navios da Europa
  • também foram recuperadas a cor das paredes e as pinturas do ambiente

Descobertas e elementos técnicos revelados pelo restauro

O restauro revelou:

  • estrutura das paredes internas do primeiro piso com vigas de madeira entrelaçadas, associada à preocupação europeia com abalos sísmicos como o de Lisboa em 1755
  • uma pintura na parede que imita divisória em madeira, feita com a técnica trompe l’oeil (em francês), que cria ilusão de ótica e transforma a figura em três dimensões
  • paredes erguidas com pedras coladas com óleo de baleia

Achados arqueológicos e preservação de acervo

As escavações realizadas para instalação de novos sistemas de água e esgoto desenterraram dezenas de achados arqueológicos usados no dia a dia pela família real portuguesa, incluindo:

  • louças francesas e inglesas
  • garrafas de vinho
  • talheres de prata
  • moedas
  • pentes
  • cachimbos
  • fragmentos de cerâmica

Esses utensílios serão reunidos e organizados para uma exposição permanente no próprio convento, com inauguração prevista ainda no mesmo ano indicado no texto.

Novo uso: Centro Cultural da Procuradoria

Após o restauro, o imóvel passa a abrigar o Centro Cultural da Procuradoria, com:

  • biblioteca
  • salão de exposições
  • bistrô
  • espaços abertos ao público

Durante a cerimônia de conclusão do restauro, a PGE-RJ e a Secretaria de Educação do estado assinaram um termo de cooperação para que alunos da rede estadual realizem visitas guiadas ao bem cultural.

Pacto pela Preservação
COOPERAÇÃO TÉCNICA COMPROMETIDA COM A MEMÓRIA E A TRANSMISSÃO CULTURAL

Pacto pela Preservação

realização

cooperação institucional

patrocínio