CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- Introdução ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e à sua trajetória institucional.
- O IHGB e a construção da memória histórica nacional.
- Acervos documentais, bibliográficos, iconográficos e cartográficos: natureza, usos e importância histórica.
- Patrimônio documental e preservação da memória brasileira.
- Relações entre arte sacra, formação urbana, cultura visual e sociedade brasileira.
- Noções de conservação preventiva aplicadas a acervos históricos e artísticos.
- Instituições de memória, pesquisa histórica e formação de coleções.
- Fatores de risco para acervos documentais e bibliográficos: luz, umidade, temperatura, poeira, manuseio, acondicionamento inadequado e agentes biológicos.
- Reflexões sobre pesquisa, preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro.
OBETIVO GERAL
- Promover uma experiência formativa de aproximação com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), articulando observação institucional, compreensão histórica, educação patrimonial e sensibilização para a conservação e preservação de acervos documentais, bibliográficos e iconográficos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Apresentar aos participantes a trajetória institucional do IHGB e sua importância para a preservação da memória histórica brasileira.
- Compreender o papel dos acervos documentais, bibliográficos, iconográficos e cartográficos na produção do conhecimento histórico.
- Refletir sobre a relação entre instituições de memória, construção de narrativas históricas e preservação do patrimônio cultural.
- Apresentar noções básicas de conservação preventiva aplicadas a documentos, livros, imagens, mapas e outros materiais de acervo.
- Estimular a observação dos aspectos materiais, técnicos, históricos e simbólicos dos acervos preservados pelo IHGB.
- Refletir sobre os desafios da documentação, guarda, pesquisa, acesso e valorização pública de acervos históricos.
- Sensibilizar os participantes para a importância da educação patrimonial como instrumento de valorização e continuidade da memória cultural brasileira.
METODOLOGIA
A visita será conduzida por meio de mediação dialogada, apresentação institucional, observação dos espaços e acervos, comentários técnicos introdutórios e estímulo à participação dos presentes.
A proposta combina exposição oral, aproximação com a história e os acervos do IHGB, leitura institucional do espaço e reflexão coletiva sobre os desafios da conservação, documentação, guarda, pesquisa e valorização pública do patrimônio documental e histórico.
A atividade buscará articular os conteúdos trabalhados no Curso ConservArte à realidade institucional de uma das principais instituições de memória do país, promovendo o diálogo entre conservação preventiva, história, museologia, documentação e educação patrimonial.
PÚBLICO-ALVO
Estudantes, pesquisadores, educadores, agentes culturais, voluntários, profissionais de museus, arquivos, bibliotecas, instituições culturais e demais interessados em patrimônio histórico, conservação preventiva, documentação, história da arte, museologia, arquivos, bibliotecas, memória social e educação patrimonial.
ORIENTAÇÕES GERAIS AOS PARTICIPANTES
- O ponto de encontro do grupo será a entrada principal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Docentes e equipe de apoio estarão devidamente identificados.
- A atividade terá início, pontualmente, às 14h. Recomenda-se que os participantes cheguem com antecedência.
- Ao chegar ao IHGB, o participante deverá se apresentar conforme orientação da coordenação e da equipe responsável pelo recebimento do grupo. É necessário portar documento oficial com foto.
- A alimentação será de responsabilidade de cada participante.
- Não é permitido comer ou beber nos espaços de acervo, consulta, exposição ou demais áreas indicadas pela equipe do IHGB.
- Recomenda-se o uso de calçado confortável, adequado à circulação em ambiente institucional.
- Os participantes deverão seguir as orientações da equipe do IHGB e da coordenação do curso durante toda a visita, especialmente em relação à circulação, registro fotográfico, aproximação dos acervos e permanência nos espaços institucionais.
- Programa sujeito a alterações
SOBRE OS DOCENTES
Paulo Knauss
Doutor em História (UFF, 1998), tendo realizado pós-doutorado na Universidade de Estrasburgo, França (2006). Foi bolsista do Serviço de Intercâmbio Acadêmico Alemão (DAAD) na Universidade de Freiburg i. B (1991). É professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), desde 1992, onde atua nos Programas de Pós-Graduação em História e em Ensino de História, além de ser professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos de Arte. É sócio titular e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro (IHGRJ), sócio correspondente de outras entidades congêneres, além de membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA). Desenvolve pesquisas sobre as relações entre Arte, Imagem e Cultura Visual, bem como, História, Memória e Patrimônio Cultural.
Integra os Grupos de Pesquisa inscritos no CNPq: Laboratório de História Oral e Imagem - UFF; Gênese Documental Arquivística - UFF; Grupo de Estudos de Arte Pública Brasil - Unicamp. No campo da gestão cultural foi diretor do Museu Histórico Nacional (MHN), de 2015 a 2020; e diretor-geral do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), entre 20017 e 2014. Foi membro do Conselho Nacional de Política Cultural (2007-2008) e do Conselho Nacional de Arquivos (2007-2010). Desde 2021, integra o Conselho Estadual de Tombamento (CET-RJ). Foi agraciado, em 2024, com a Medalha Rui Barbosa. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior, sendo um dos autores do livro ''Rio 460 anos: singular e plural'' (2025). É diretor do Museu IHGB, desde 2023, e realiza ainda curadoria de exposições, sendo a mais recente ''A partilha do imperador Pedro II'' (Museu da Justiça, Rio de Janeiro - julho a setembro de 2025).
Evelyne Azevedo
Professora Adjunta de História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - ART/ UERJ, onde também é professora do Programa de Pós-graduação em História da Arte - PPGHA. Foi recentemente contemplada com a bolsa de Jovem Cientista da FAPERJ. Foi duas vezes Professora visitante na Università degli studi della campania Luigi Vanvitelli, em Nápoles na Itália. Realizou o pós-doutorado em Arqueologia no Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE/ USP. É doutora em Arqueologia pelo Programa de Pós-graduação em Arqueologia do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista da Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/ UFRJ durante o qual realizou estágio PDSE na Universidade "La Sapienza" de Roma. Possui mestrado em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, graduação em História pela Universidade Federal Fluminense - UFF e em Artes com habilitação em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Sua pesquisa dedica-se a pensar o trânsito de ideias, materiais, artistas e obras na Antiguidade segundo uma abordagem da História da Arte Global.
Carlo Pagani
Conservador-restaurador com destacada trajetória internacional no campo do patrimônio cultural, possui formação técnica na Itália e atuação consolidada no Brasil. Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, mestre em Educação, com pós-doutorado em investigações artístico-científicas aplicadas ao patrimônio cultural e formação técnica em Química, desenvolve uma abordagem interdisciplinar que articula ciência, arte e conservação.
Foi conservador-restaurador do Museu Nacional da UFRJ, onde atuou também com ênfase em bens culturais em madeira, e professor do curso de Conservação e Restauração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter colaborado com instituições nacionais e internacionais, como o Centro Conservazione e Restauro La Venaria Reale, na Itália.
Sua experiência profissional inclui intervenções e assessorias voltadas a acervos eclesiásticos, mobiliário histórico, pinturas e bens culturais integrados. Reconhecido por sua atuação na formação de profissionais e por sua experiência prática em campo, Carlo Pagani é referência na conservação de bens culturais, com especial atenção aos contextos históricos, museológicos e patrimoniais.
Mauro Trindade
Professor de Teoria e História da Arte no Instituto de Artes da UERJ, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UERJ e coordenador do Núcleo de Fotografia da UERJ. Como curador, realizou diversas exposições em espaços públicos e galerias do país. Foi colunista, crítico, repórter e editor de diversos jornais e revistas. Publicou os livros Wolney Teixeira: O sal da terra (Documenta Histórica), Bidu Sayão: Uma biografia (Theatro Municipal/Faperj) e Meu Amigo Chico (Nova Era). Organizou ainda os livros Hipóteses: Ensaios de arte e cultura (Nau) e AHORA NOSOTRAS: artistas, poetas e pesquisadoras latino-americanas (EDUFRB). E ainda assina um capítulo da mais recente edição de Alice no País das Maravilhas (DarkSide), sobre a fotografia de Lewis Carroll.
Tássia Rocha
Professora e restauradora. Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em História e Crítica da Arte pela mesma instituição. Realizou doutorado sanduíche na Università degli Studi della Campania Luigi Vanvitelli, na Itália.
É graduada em Conservação e Restauração pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Sua pesquisa atual investiga a consciência patrimonial no Brasil no século XIX.
Daniel Gil
Presidente de Pro Bono Brasil, organização sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de projetos nas áreas de educação, cultura, sustentabilidade, economia criativa e impacto social. Há mais de 20 anos atua na concepção, estruturação e gestão de iniciativas interdisciplinares voltadas ao desenvolvimento humano, à inovação institucional e à valorização de territórios, articulando parcerias entre universidades, poder público, setor privado e organizações da sociedade civil.
No campo cultural e educacional, tem trajetória ligada à formulação de projetos de extensão, programas de formação, ações de fomento à economia criativa e iniciativas de preservação da memória e do patrimônio cultural. Foi vice-reitor da Faculdade Béthencourt da Silva, coordenador de projetos de extensão na PUC-Rio, diretor de projetos da Academia Brasileira de Filosofia e coordenador de Economia Criativa e Inovação da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.
À frente do Instituto Pro Bono Brasil, participa da idealização e coordenação de projetos voltados à educação patrimonial, conservação preventiva, formação de agentes multiplicadores e fortalecimento de instituições culturais. No âmbito do ConservArte, contribui para a articulação institucional e estratégica da iniciativa, aproximando saberes acadêmicos, práticas de preservação e compromisso público com a salvaguarda de bens culturais, históricos, artísticos e religiosos.
Também dirige a DVS Projetos, dedicada à estruturação de iniciativas de alto impacto em educação, inovação e tecnologia, e coordena o time de desenvolvimento da Biblioteca Virtual Pearson. Sua atuação combina gestão de projetos complexos, articulação institucional, planejamento estratégico e viabilização técnica e financeira de soluções inovadoras com impacto social e cultural.