Módulo Conservação Preventiva em Madeira

Este módulo foca na madeira no contexto do patrimônio cultural, abordando suas propriedades, usos em arte e mobiliário (esculturas, retábulos, etc.) e sua conservação preventiva. O conteúdo abrange as condições ambientais ideais, a avaliação do estado de conservação e as melhores práticas para limpeza e manutenção dessas peças.

DIA:25 de abril de 2026
HORA:10h as 17h
TIPO:Aula Teórica e Prática
LOCAL:Palacete Brando Barbosa. Rua Lopes Quintas, 497, Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ.
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Ementa

O módulo aborda a madeira como suporte e matéria constitutiva de bens culturais, considerando suas características, aplicações e especificidades no campo da conservação preventiva. Serão apresentados usos recorrentes da madeira em mobiliário, esculturas, imagens sacras, retábulos e outros elementos artísticos, com atenção às condições ambientais adequadas à sua preservação, à identificação de aspectos relacionados ao estado de conservação e às boas práticas de higienização e conservação

Conteúdo programático

  • Características da madeira e suas principais aplicações no patrimônio cultural.
  • Usos da madeira em mobiliário, esculturas, imaginária sacra, retábulos e outros bens.
  • Condições ambientais ideais para a conservação de objetos em madeira.
  • Noções de identificação do estado de conservação.
  • Boas práticas de higienização e conservação preventiva.

 

Objetivos

  • Compreender as características da madeira e suas aplicações em diferentes tipologias de bens culturais.
  • Reconhecer fatores ambientais que interferem em sua conservação.
  • Desenvolver a observação técnica voltada à identificação do estado de conservação.
  • Apresentar procedimentos básicos de higienização e conservação preventiva aplicáveis a objetos em madeira.

 

Atividade prática

A atividade prática consistirá no preenchimento de ficha de inspeção adaptada ao módulo, com foco na observação integrada do objeto, na análise de suas condições de conservação e em procedimentos introdutórios de higienização.

 

Orientações aos participantes
Solicita-se que os participantes tragam avental, jaleco ou vestimenta similar para a atividade prática. Os demais materiais necessários serão disponibilizados pela organização do curso.

Informamos que o local não dispõe de estacionamento. Recomenda-se, portanto, que os participantes deem preferência ao transporte público ou a outros meios alternativos de deslocamento.

A alimentação será de responsabilidade de cada participante.

 

SOBRE OS DOCENTES

Carlo Pagani (http://lattes.cnpq.br/6423602721277267)


Conservador-restaurador com destacada trajetória internacional no campo do patrimônio cultural, com formação técnica na Itália e atuação consolidada no Brasil. Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, mestre em Educação, com pós-doutorado em investigações artístico científicas aplicadas ao patrimônio cultural e formação técnica em Química, desenvolve uma abordagem interdisciplinar que articula ciência, arte e conservação.

Foi conservador-restaurador do Museu Nacional da UFRJ, onde atuou também com ênfase em bens culturais em madeira, e professor do curso de Conservação e Restauração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter colaborado com instituições nacionais e internacionais, como o Centro Conservazione e Restauro La Venaria Reale, na Itália. Sua experiência profissional inclui intervenções e assessorias voltadas a acervos eclesiásticos, mobiliário histórico, pinturas e bens culturais integrados.

Reconhecido por sua atuação na formação de profissionais e por sua experiência prática em campo, Carlo Pagani é referência na conservação de bens culturais, com especial atenção aos contextos religiosos e paroquiais.

Tássia Rocha (http://lattes.cnpq.br/1038921622928612)

Professora e restauradora. Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em História e Crítica da Arte pela mesma instituição. Realizou doutorado sanduíche na Università degli Studi della Campania Luigi Vanvitelli, na Itália.

É graduada em Conservação e Restauração pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Sua pesquisa atual investiga a consciência patrimonial no Brasil no século XIX.

Curso ConserVarte
SAIBA MAIS SOBRE O

Curso ConserVarte

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O Curso ConservArte é um programa formativo dedicado à educação patrimonial, conservação preventiva, história da arte e valorização do patrimônio cultural, com atenção especial à arte sacra, aos acervos históricos e aos bens culturais brasileiros.

Mais do que um curso técnico, o ConservArte propõe uma mudança de olhar. Ele ensina o participante a perceber a obra, o objeto, o espaço histórico e o acervo não apenas como algo antigo ou bonito, mas como matéria, memória, linguagem e responsabilidade coletiva.

A proposta combina aulas teóricas, oficinas práticas, visitas técnicas orientadas, encontros com especialistas e atividades de observação, sempre com uma abordagem acessível, mas séria, qualificada e institucional. O curso aproxima o público de temas como iconografia, conservação de pinturas, madeira, mobiliário, imaginária sacra, museologia, reservas técnicas, preservação de igrejas históricas, leitura de acervos e cuidados preventivos.

O grande diferencial do ConservArte é transformar a conservação em uma experiência educativa. Em vez de tratar o patrimônio como algo distante, restrito a especialistas ou fechado dentro dos museus, o curso convida pessoas interessadas, estudantes, agentes culturais, religiosos, voluntários, profissionais e instituições a compreenderem que preservar começa antes do restauro, no cuidado cotidiano, na observação atenta e na consciência do valor cultural daquilo que recebemos.

O Curso ConservArte é uma iniciativa formativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, e do Instituto Pro Bono Brasil, realizada em parceria com diversas instituições comprometidas com a preservação do patrimônio cultural, entre elas o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra do Rio de Janeiro, MAAS RJ, a Associação de Amigos da Antiga Sé, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, o Instituto Light e o Instituto Brando Barbosa.

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