OBJETIVOS
Geral
- Promover uma experiência formativa de aproximação com o LCCR - Laboratório de Conservação e Restauração do Museu Nacional/UFRJ e com a exposição “Um Museu de Descobertas”, articulando observação técnica, reflexão patrimonial, pesquisa arqueológica, educação museal e sensibilização para a conservação e preservação de acervos museológicos.
Específicos
- Apresentar aos participantes o contexto institucional do Museu Nacional/UFRJ e sua importância para a preservação do patrimônio científico e cultural brasileiro.
- Aproximar os participantes das práticas laboratoriais de conservação, restauração, documentação e pesquisa aplicadas a acervos museológicos.
- Refletir sobre a importância do diagnóstico, do monitoramento, da documentação técnica e da conservação preventiva no cuidado com bens culturais.
- Compreender os desafios envolvidos na preservação de acervos em instituições museológicas, considerando aspectos materiais, ambientais, históricos e institucionais.
- Estimular uma compreensão interdisciplinar entre conservação, arqueologia, história da arte, museologia e patrimônio cultural.
- Sensibilizar os participantes para a importância da pesquisa científica e da atuação técnica especializada na preservação da memória cultural.
- Apresentar a coleção mediterrânea do Museu Nacional, com atenção aos afrescos, à formação do acervo e à trajetória institucional do Museu.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- Introdução ao Museu Nacional/UFRJ e à sua importância histórica, científica e cultural.
- Apresentação do LCCR: Laboratório de Conservação e Restauração do Museu Nacional / UFRJ
- Conservação e restauração em contexto museológico.
- Documentação, diagnóstico e monitoramento de acervos.
- Gestão de riscos e desafios institucionais na preservação de acervos.
- Noções de conservação preventiva aplicadas a acervos históricos e artísticos.
- Aula teórica com a Profª. Evelyne Azevedo: coleção mediterrânea, afrescos e formação do Museu Nacional.
- Formação de acervos, circulação de objetos e construção de coleções museológicas.
- Arqueologia, história da arte, museologia e preservação de bens culturais.
METODOLOGIA
A visita será conduzida por meio de mediação dialogada, observação direta dos espaços laboratoriais, comentários técnicos introdutórios e aula teórica integrada à atividade.
A proposta combina exposição oral, aproximação com práticas institucionais de conservação e restauração, apresentação de pesquisa acadêmica e reflexão coletiva sobre os desafios da preservação, documentação, gestão e valorização pública dos acervos museológicos.
A atividade buscará estimular a participação dos presentes, promovendo o diálogo entre os conteúdos trabalhados no Curso ConservArte e a realidade institucional do Museu Nacional/UFRJ.
PÚBLICO-ALVO
Estudantes, pesquisadores, educadores, agentes culturais, voluntários, profissionais de museus, membros de instituições culturais e demais interessados em arte sacra, patrimônio histórico, conservação, restauração, museologia e educação patrimonial.
ORIENTAÇÕES GERAIS AOS PARTICIPANTES
- O ponto de encontro do grupo será no Campus de Pesquisa e Ensino do Museu Nacional, na Rua Bartolomeu de Gusmão, 875 - São Cristóvão.
- O encontro terá início, pontualmente, às 14h. Recomenda-se que os participantes cheguem com antecedência.
- Ao chegar ao Museu Nacional, o participante deverá se apresentar conforme orientação da coordenação e da equipe responsável pelo recebimento do grupo. É necessário portar documento oficial com foto.
- A alimentação será de responsabilidade de cada participante.
- Não é permitido comer ou beber dentro do Museu.
- Recomenda-se o uso de calçado fechado e confortável, adequado à circulação em ambiente institucional e técnico.
- Os participantes deverão seguir as orientações da equipe do Museu Nacional e da coordenação do ConservArte durante toda a visita, especialmente em relação à circulação, registro fotográfico (sem flash), aproximação de objetos e permanência nos espaços laboratoriais.
- Programa sujeito a alterações.
SOBRE OS DOCENTES
Evelyne Azevedo
Professora Adjunta de História da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - ART/ UERJ, onde também é professora do Programa de Pós-graduação em História da Arte - PPGHA. Foi recentemente contemplada com a bolsa de Jovem Cientista da FAPERJ. Foi duas vezes Professora visitante na Università degli studi della campania Luigi Vanvitelli, em Nápoles na Itália. Realizou o pós-doutorado em Arqueologia no Museu de Arqueologia e Etnologia, MAE/ USP. É doutora em Arqueologia pelo Programa de Pós-graduação em Arqueologia do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista da Universidade Federal do Rio de Janeiro - MN/ UFRJ durante o qual realizou estágio PDSE na Universidade "La Sapienza" de Roma. Possui mestrado em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, graduação em História pela Universidade Federal Fluminense - UFF e em Artes com habilitação em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Sua pesquisa dedica-se a pensar o trânsito de ideias, materiais, artistas e obras na Antiguidade segundo uma abordagem da História da Arte Global.
Carlo Pagani
Conservador-restaurador com destacada trajetória internacional no campo do patrimônio cultural, possui formação técnica na Itália e atuação consolidada no Brasil. Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, mestre em Educação, com pós-doutorado em investigações artístico-científicas aplicadas ao patrimônio cultural e formação técnica em Química, desenvolve uma abordagem interdisciplinar que articula ciência, arte e conservação.
Foi conservador-restaurador do Museu Nacional da UFRJ, onde atuou também com ênfase em bens culturais em madeira, e professor do curso de Conservação e Restauração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter colaborado com instituições nacionais e internacionais, como o Centro Conservazione e Restauro La Venaria Reale, na Itália.
Sua experiência profissional inclui intervenções e assessorias voltadas a acervos eclesiásticos, mobiliário histórico, pinturas e bens culturais integrados. Reconhecido por sua atuação na formação de profissionais e por sua experiência prática em campo, Carlo Pagani é referência na conservação de bens culturais, com especial atenção aos contextos históricos, museológicos e patrimoniais.
Tássia Rocha
Professora e restauradora. Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em História e Crítica da Arte pela mesma instituição. Realizou doutorado sanduíche na Università degli Studi della Campania Luigi Vanvitelli, na Itália.
É graduada em Conservação e Restauração pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Sua pesquisa atual investiga a consciência patrimonial no Brasil no século XIX.
Daniel Gil
Presidente de Pro Bono Brasil, organização sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de projetos nas áreas de educação, cultura, sustentabilidade, economia criativa e impacto social. Há mais de 20 anos atua na concepção, estruturação e gestão de iniciativas interdisciplinares voltadas ao desenvolvimento humano, à inovação institucional e à valorização de territórios, articulando parcerias entre universidades, poder público, setor privado e organizações da sociedade civil.
No campo cultural e educacional, tem trajetória ligada à formulação de projetos de extensão, programas de formação, ações de fomento à economia criativa e iniciativas de preservação da memória e do patrimônio cultural. Foi vice-reitor da Faculdade Béthencourt da Silva, coordenador de projetos de extensão na PUC-Rio, diretor de projetos da Academia Brasileira de Filosofia e coordenador de Economia Criativa e Inovação da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.
À frente do Instituto Pro Bono Brasil, participa da idealização e coordenação de projetos voltados à educação patrimonial, conservação preventiva, formação de agentes multiplicadores e fortalecimento de instituições culturais. No âmbito do ConservArte, contribui para a articulação institucional e estratégica da iniciativa, aproximando saberes acadêmicos, práticas de preservação e compromisso público com a salvaguarda de bens culturais, históricos, artísticos e religiosos.
Também dirige a DVS Projetos, dedicada à estruturação de iniciativas de alto impacto em educação, inovação e tecnologia, e coordena o time de desenvolvimento da Biblioteca Virtual Pearson. Sua atuação combina gestão de projetos complexos, articulação institucional, planejamento estratégico e viabilização técnica e financeira de soluções inovadoras com impacto social e cultural.