OBJETIVOS
- Promover uma experiência formativa de aproximação com o patrimônio artístico, histórico e religioso, articulando leitura visual, compreensão cultural, educação patrimonial e sensibilização para a conservação de igrejas históricas, bens integrados e acervos sacros.
- Compreender a Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores como patrimônio histórico, artístico, cultural e urbano.
- Apresentar a relação entre irmandades leigas, comerciantes, religiosidade e formação do Centro histórico do Rio de Janeiro.
- Estimular a leitura iconográfica, material, técnica e simbólica dos elementos artísticos presentes no templo.
- Introduzir noções básicas de conservação preventiva aplicadas a igrejas históricas, acervos sacros e bens integrados.
- Refletir sobre os desafios de preservação de espaços religiosos em uso, considerando circulação, manutenção, segurança e documentação.
- Sensibilizar os participantes para a importância da educação patrimonial como instrumento de valorização, proteção e continuidade dos bens culturais.
- Discutir a responsabilidade compartilhada entre instituições, irmandades, poder público, pesquisadores, educadores e sociedade civil na preservação do patrimônio sacro brasileiro.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
- Introdução à Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores e ao patrimônio sacro do Centro histórico do Rio de Janeiro.
- História urbana, Rua do Ouvidor, mercadores, irmandades leigas e religiosidade no Rio colonial e imperial.
- Arquitetura religiosa, organização espacial do templo e leitura dos elementos construtivos.
- Arte sacra: função, linguagem, materialidade, devoção e contexto histórico.
- Barroco, rococó e transformações artísticas em igrejas históricas cariocas.
- Iconografia e leitura simbólica de imagens, altares, ornamentos e elementos devocionais.
- Talha, imaginária, pintura, policromia e bens integrados.
- Noções de conservação preventiva aplicadas a igrejas históricas e acervos religiosos.
- Riscos de conservação: umidade, iluminação, circulação, poeira, manuseio, segurança e manutenção predial.
- Restauro, revitalização e preservação de bens culturais em espaços de uso contínuo.
- Documentação, inventário, segurança patrimonial e proteção de acervos sacros.
- Educação patrimonial e valorização pública das igrejas históricas como lugares de memória.
METODOLOGIA
A atividade será desenvolvida por meio de mediação dialogada, observação direta do templo, leitura visual dos elementos artísticos, comentários técnicos introdutórios e estímulo à participação dos presentes.
A proposta combina exposição oral, percurso orientado, análise de aspectos arquitetônicos, iconográficos e materiais, além de reflexão coletiva sobre os desafios da conservação, documentação, segurança, gestão e valorização pública do patrimônio histórico, artístico e religioso.
Durante a visita, os participantes serão convidados a observar a igreja não apenas como espaço devocional, mas como documento histórico, obra artística, patrimônio cultural e acervo vivo, compreendendo sua importância para a memória da cidade e para a formação cultural brasileira.
PÚBLICO-ALVO
Estudantes, pesquisadores, educadores, agentes culturais, voluntários, profissionais de museus, membros de instituições culturais e religiosas, integrantes de irmandades, gestores de acervos, profissionais ou interessados em conservação, restauração, história da arte, arte sacra, patrimônio histórico, museologia, arquitetura, turismo cultural e educação patrimonial.
ORIENTAÇÕES GERAIS AOS PARTICIPANTES
- O ponto de encontro do grupo será a entrada principal da igreja. Docentes e equipe de apoio estarão devidamente identificados.
- O encontro terá início, pontualmente, às 12h. Recomenda-se que os participantes cheguem com antecedência.
- Em caso de dúvidas sobre o acesso, entre em contato com a professora Tássia Rocha, preferencialmente pelo e-mail tassia.conservarte@probonobrasil.org. Em caso de urgência, pelo telefone: (21) 98792-5395.
- A alimentação será de responsabilidade de cada participante.
- Não é permitido comer ou beber dentro da igreja.
- O local não dispõem de estacionamento. Nos arredores, há estacionamentos privados. Recomenda-se, porém, que os participantes deem preferência ao transporte público ou a outros meios alternativos de deslocamento.
- Considerando o caráter cultural e acadêmico da atividade e a relevância histórica do espaço visitado, recomenda-se aos participantes o uso de vestimenta adequada e respeitosa ao ambiente. Sugere-se evitar peças muito informais, como camisetas regatas, roupas transparentes, shorts muito curtos e chinelos.
SOBRE OS DOCENTES
Carlo Pagani (http://lattes.cnpq.br/6423602721277267)
Conservador-restaurador com destacada trajetória internacional no campo do patrimônio cultural, com formação técnica na Itália e atuação consolidada no Brasil. Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, mestre em Educação, com pós-doutorado em investigações artístico científicas aplicadas ao patrimônio cultural e formação técnica em Química, desenvolve uma abordagem interdisciplinar que articula ciência, arte e conservação.
Foi conservador-restaurador do Museu Nacional da UFRJ, onde atuou também com ênfase em bens culturais em madeira, e professor do curso de Conservação e Restauração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter colaborado com instituições nacionais e internacionais, como o Centro Conservazione e Restauro La Venaria Reale, na Itália. Sua experiência profissional inclui intervenções e assessorias voltadas a acervos eclesiásticos, mobiliário histórico, pinturas e bens culturais integrados.
Reconhecido por sua atuação na formação de profissionais e por sua experiência prática em campo, Carlo Pagani é referência na conservação de bens culturais, com especial atenção aos contextos religiosos e paroquiais.
Tássia Rocha (http://lattes.cnpq.br/1038921622928612)
Professora e restauradora. Doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em História e Crítica da Arte pela mesma instituição. Realizou doutorado sanduíche na Università degli Studi della Campania Luigi Vanvitelli, na Itália.
É graduada em Conservação e Restauração pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Sua pesquisa atual investiga a consciência patrimonial no Brasil no século XIX.